Trilhos e Percursos

PR3OLR – Georota do Orvalho – Orvalho

  • Tipo de Percurso Não Circular
  • Distância 8,9Km
  • Duração 3h e 30m
  • Dificuldade Difícil (Nível IV)
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O itinerário deste percurso apresenta um conjunto de espaços nobres onde a paisagem aliada ao saber fazer das suas gentes, são um ótimo tónico para fugir ao stress dos meios urbanos. Inserindo-se no território Geopark Naturtejo, este roteiro con­templa a passagem pelos geomonumentos classificados pela UNESCO que existem na freguesia de Orvalho. Tradição e cultura aliam-se em comunhão com a Natureza, onde excecionais afloramentos rochosos, passando por locais emblemáticos, são só o mote para a descoberta de refúgios mágicos. Pelo meio, testemunha-se o correr das águas crista­linas das ribeiras e das nascentes da montanha, confundindo-se com os melodiosos cantares dos pássaros, embriagados pela pureza intocável dos locais. O percurso convida assim ao mais puro reencontro com a Natureza, remetendo para outros tempos que se pensava não ser possível alcançar. Por entre excecionais monumentos geológicos, impõe-se a incontornável beleza da região, pintada por uma mescla de cores divinas onde o verde da vegetação se mistura com os tons da terra, não deixando ninguém indiferente. Pelas en­costas íngremes circundantes, são evidentes as monoculturas de pinheiro bravo e algumas manchas de oliveiras, as quais revelam a tradição olivícola que marcou a ruralidade orvalhense. É também frequente encontrar-se alguns exemplares de medronheiro, podendo verificar-se também de forma dispersa a azinheira e o sobreiro. O serpenteante Vale das Fragosas surge-nos numa curva da estrada, pouco depois de passar o cabeço cónico da Senhora da Confiança. Junto das fontes naturais existentes à beira da estrada, um miradouro natural permite-nos admirar a muralha quar­tzítica que se ergue de um bosque denso por onde o ribeiro de Água de Alta desaparece. Pelo som forte da água a cair, advinham-se as cascatas de fraga da Água d'Alta. São 25 m de desnível vencidos por uma sucessão de três véus de água turbulentos e crepitantes. Vale a pena descer o caminho assi­nalado onde abunda o folhado e onde o azereiro marca bem a sua presença. A herança morfológica desta região resultou na quartzítica Serra do Moradal sobranceira a uma ária deprimida na mancha de xistos e grauvaques, onde a erosão mesocenozóica mais se faz sentir. No cimo do Cabeço do Mosqueiro, o Miradouro que lá existe evidencia não só os afloramentos rochosos, mas também a vegetação arbustiva. Esta é constituída essencialmente por matos heliófilos, dos quais se destaca a esteva, a carqueja e o tojo. Foram também identificados alguns exemplares de Teucrium sa/vastrium, uma espécie protegida vulgarmente designada por têucrio.

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